O relatório de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que fundamentou a Operação Vérnix, incluiu como prova uma troca de mensagens diretas contendo os dados bancários da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra. As imagens obtidas com exclusividade foram exibidas em rede nacional durante o Em Ponto da GloboNews.
O diálogo em questão foi extraído pelas autoridades de um aparelho celular apreendido e possui o registro da data de 30 de setembro de 2020. Naquela ocasião, um homem identificado pelos investigadores como Everton de Souza repassou as informações de agência, conta corrente e instituição bancária da influenciadora para um operador que gerenciava os pagamentos ilegais executados pela estrutura da transportadora de cargas.
Na transcrição do material analisado pelos peritos, o remetente digitou os dados da conta ocultando parte do nome da famosa, registrando a identificação como “Deo… Beze…”. Logo na sequência do envio das informações bancárias, às 02h42 da manhã, Everton escreveu uma mensagem cobrando a definição do montante: “E me informa qual valor será enviado. Precisa estar fechando com o pessoal lá, amigo”. Sem obter uma resposta imediata, o suspeito voltou a entrar em contato às 11h46 do mesmo dia para cobrar um posicionamento.
O interlocutor da conversa, identificado como Ciro, respondeu ao chamado confirmando os parâmetros financeiros. O operador declarou que o valor total da transação era de 29 e questionou se deveria enviar a quantia integral ou apenas a metade. Pelas determinações de Everton, ficou definido que seria encaminhada apenas a metade do valor para a conta da influenciadora, enquanto a outra parte remanescente deveria ser transferida para a conta indicada por um outro parceiro do grupo.
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Polícia Civil confirmou a titularidade da conta bancária
Após a apreensão e a análise do conteúdo das mensagens no telefone celular, os agentes da Polícia Civil realizaram diligências técnicas para checar a veracidade das informações e confirmaram formalmente que a conta corrente citada pertencia, de fato, a Deolane Bezerra.
A partir dessa constatação, os órgãos de controle financeiro iniciaram um monitoramento detalhado e conseguiram rastrear diversos outros depósitos que foram feitos sucessivamente na conta da advogada por meio da empresa de transportes baseada em Presidente Venceslau (SP).
A linha de investigação do MP-SP aponta que a empresa de logística servia como fachada para a ocultação de capitais do Primeiro Comando da Capital (PCC). A influenciadora foi detida em sua residência em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, logo após retornar de uma viagem para a Itália, onde chegou a ter o nome inserido na lista da Difusão Vermelha da Interpol.
Assista ao vídeo:
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