O clima de Carnaval invadiu o BBB 26 (TV Globo) na noite desta terça-feira (17). Aproveitando a época festiva, o apresentador Tadeu Schmidt preparou um texto carregado de metáforas sobre desfiles e escolas de samba para anunciar a saída de Marcelo. O médico, que entrou no Big Brother Brasil via Casa de Vidro, não resistiu à berlinda contra Samira e Solange Couto.
Durante a fala, Tadeu reforçou que, dentro de um reality show, não basta apenas estar presente; é preciso lutar para ser um “destaque”. Ele mencionou que, embora o desfile seja inesquecível para quem atravessa a avenida, o público só se encanta por quem realmente aparece, seja como mestre-sala ou rainha de bateria.
Segundo o apresentador, o jogo de Marcelo “atravessou” e o enredo apresentado por ele não conseguiu empolgar os telespectadores.
Confira a íntegra do discurso de eliminação
“Chegou a hora. Quando eu terminar, seremos 15. E já que estamos no Carnaval, temos até duas foliãs que acabaram de voltar na Sapucaí, eu diria que, nesse desfile aqui, todo mundo tem que lutar para ser destaque, desde a concentração até a dispersão. Não pode esmorecer, não pode relaxar, senão tudo fica mais difícil e a fantasia fica mais pesada. Pode ser que alguém se destaque, que tenha sucesso, no meio de uma ala? Até pode, né?
Mas, é mais provável que o público se encante pela porta-bandeira, pelo mestre-sala, pelo intérprete do samba, pela rainha de bateria, a baiana mais antiga, o decano da velha guarda, o presidente da escola, o homenageado do enredo e tantas e tantas outras formas de se destacar. Escolha sua, mas tem que se destacar. Senão, como explicar para a pessoa que está assistindo pela TV: ‘Eu sou aquele ali, ó, no meio da ala’. O desfile é inesquecível para cada integrante da escola, mas qual integrante é inesquecível para o público?
No fundo, no fundo, você acha que merecia nota 10 dos jurados em todos os quesitos? Você estava com disposição para sambar, sim. Mas, preferia esperar alguém te chamar para a Avenida. Tem que ser o tempo todo com samba no pé, e é difícil sambar em cima do muro. O samba atravessou, o seu enredo não empolgou. Para você que sai hoje, eu deixo os versos daquela canção: ‘Se o Arlequim chorava pela Arlequina no meio da multidão, você chorou, chorou e chorou tanto quando se viu no Paredão e prometeu tanta coisa… jurou fazer e acontecer. Mas a verdade é que já era tarde, tarde demais para prometer. Ainda longe da Apoteose, o Carnaval acabou para você: Marcelinho”.

