A apresentadora Nani Venâncio viveu momentos de pânico na noite de segunda-feira (10), quando sua residência na zona oeste de São Paulo foi invadida por seis criminosos armados. O relato foi feito nesta terça-feira (11), durante participação no programa Encontro com Patrícia Poeta (TV Globo), por videochamada. Emocionada, Nani fez um apelo público por respostas das autoridades e criticou a demora no atendimento policial.
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Filha e funcionária foram rendidas pelos criminosos
No momento do assalto, apenas a filha adolescente da apresentadora e a funcionária doméstica estavam na casa. Nani estava ao vivo na Rádio Capital e só soube do ocorrido ao deixar o estúdio por volta das 18h. Os invasores teriam utilizado um controle remoto para abrir o portão da garagem, levantando suspeitas de clonagem do dispositivo. “Hoje o crime está cada vez mais moderno”, alertou Nani.
A filha, ao perceber a movimentação estranha, correu para o banheiro e conseguiu ligar para a polícia. No entanto, segundo o relato, o atendimento foi falho. “Ela teve segundos para pedir ajuda, mas não foi ouvida”, lamentou. Pouco depois, foi rendida junto com a funcionária, que foi amarrada pelos criminosos.
Crítica à demora no atendimento policial
A apresentadora destacou que a filha conseguiu deletar a ligação antes de ser abordada, mas a polícia não chegou a tempo. Nani acionou uma amiga próxima, casada com um policial do Choque e assessora do deputado Major Meca, para conseguir ajuda. A viatura só chegou cerca de 40 minutos depois, quando os criminosos já haviam fugido.
A Secretaria de Segurança Pública informou que está apurando se houve falha no atendimento. Nani cobra respostas: “A gente paga impostos altos e não tem retorno. Minha filha poderia ter morrido. Eu quero saber quem está por trás disso”.
Perdas materiais e emocionais
Durante o assalto, os criminosos reviraram os cômodos em busca de objetos de valor. Foram levadas bolsas, perfumes, roupas de grife, joias e peças com valor afetivo acumuladas ao longo dos 37 anos de carreira da apresentadora. “Mais de 250 peças entre joias e bijuterias foram colocadas em malas e levadas”, contou.
Ela também relatou que os invasores estavam em comunicação com terceiros, o que reforça a hipótese de atuação de uma quadrilha especializada. “Eles falavam com alguém o tempo todo, davam ordens e sabiam exatamente onde ir”, disse.
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Apelo por segurança e preparo emocional
Nani fez um alerta aos pais sobre a importância de preparar emocionalmente os filhos para situações extremas. “Minha filha teve um controle emocional que veio de Deus. Isso salvou a vida dela”, afirmou. A apresentadora acredita que o crime foi premeditado e que os invasores tinham informações detalhadas sobre a casa.
Ela reforçou que o episódio não foi isolado e que outros casos semelhantes ocorreram no bairro. “Hoje, se acontecer de novo, eu ligaria para um amigo. O tempo que se perde tentando explicar para a polícia pode custar uma vida”, concluiu.



