A exibição do Doc Investigação (RECORD) nesta quinta-feira (20) gerou repercussão nas redes sociais. A apresentadora Thais Furlan chamou atenção do público pela postura firme durante a entrevista com Albino Santos de Lima, conhecido como o serial killer de Maceió. Além de confrontar o criminoso dentro do presídio, a jornalista fez questionamentos duros a delegados e promotores do caso.
Durante a conversa, o entrevistado tentou justificar seus atos e acusou as pessoas envolvidas de mentir. Ao ouvir o acusado alegar que uma vítima sobrevivente faltava com a verdade, Furlan reagiu imediatamente ao comportamento do detento. “Todo mundo mente, menos você. Nessa entrevista aqui você já falou que a Polícia mentiu, as famílias mentiram, que as vítimas mentiram, que os sobreviventes mentiram. Por que é que todo mundo mente?”, disparou a comandante da atração.
O homem respondeu apenas que a polícia estava enganada e insistiu na tese de que os alvos tinham ligação com crimes, algo já totalmente descartado pelas investigações oficiais.
Impressionado com essa história do serial killer de Alagoas. E a Thais Furlan? simplesmente magistral! #DocInvestigação pic.twitter.com/vcG7exKwMJ
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A investigação também revelou fragilidades que resultaram na prisão de um homem inocente antes da identificação do verdadeiro autor. A jornalista cobrou explicações das autoridades sobre o erro que quase terminou em tragédia judiciária. “Há 8 dias do júri, esse rapaz poderia ser condenado por um homicídio que ele não cometeu. Isso é grave, não é?”, questionou a repórter ao promotor do caso.
Muito bem produzido esse #DOCInvestigação. Ainda não tinha assistido a essa temporada! A Thais Furlan questionando tudo e o promotor se borrando na frente dela, sem saber justificar como um inocente passou 3 anos na prisão pic.twitter.com/2mayOq3OUd
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Em outro momento tenso, a jornalista abordou a lentidão nas apurações e citou as queixas de moradores de regiões periféricas. O delegado tentou rebater as críticas sobre a conduta policial, mas a apresentadora manteve o posicionamento. “É natural né? É a crítica de um familiar que perdeu uma menina de 13 anos. É natural que a família questioning. É natural que eu questione”, declarou a profissional.
O ponto alto da exibição ocorreu no encerramento do diálogo, quando o entrevistado tentou alegar problemas psicológicos para justificar as mortes. A condutora da reportagem desmascarou a tentativa de manipulação ao vivo.
Thais Furlan: “Estou querendo acreditar que você quer se fazer de doido.”
Serial Killer: “Eu tenho um certo distúrbio mental. Isso é óbvio.”
Furlan: “Você falou pra mim no começo da entrevista que não era psicopata.”
Serial Killer: “Não sou psicopata, sou esquizofrênico.”
Furlan: “Diagnosticado?”
Serial Killer: “Tem isso na minha família.”
Furlan: “Não! Você foi diagnosticado?”
