O telejornal SBT Brasil, exibido pelo SBT, tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais na noite deste sábado (28). O motivo foi a repercussão negativa de um comentário feito por Caio Coppolla durante o quadro “Balanço Coppolla”. Na ocasião, o analista político utilizou argumentos religiosos para criticar o Projeto de Lei que criminaliza a misoginia no país.
A participação foi introduzida pela apresentadora Simone Queiroz, que contextualizou o tema para o público. “Você acompanha agora a opinião do comentarista político Caio Coppola sobre o projeto de lei que criminaliza a prática de misoginia, condutas de ódio contra as mulheres”, anunciou a jornalista.
Durante sua fala, o comentarista citou o pastor norte-americano Josh Howerton para argumentar que a sociedade vive um momento de “hipersensibilidade”. Coppolla utilizou trechos das sagradas escrituras, como o livro de Gênesis e a carta de Paulo aos Efésios, para discorrer sobre a submissão feminina no ambiente familiar. Segundo o analista, o conceito de “ajudadora” e a autoridade do marido sobre a esposa são convicções cristãs que estariam sendo rotuladas como opressivas pela cultura atual.
O comentarista também citou um caso envolvendo a senadora Damares Alves, que foi processada por falas semelhantes. “Uma fala inofensiva, com base numa convicção cristã de foro íntimo, foi interpretada pela justiça como discurso misógino antes mesmo dessa nova lei ser discutida”, afirmou Coppolla. Ele defendeu que o marido deve amar a esposa como a si mesmo e que não haveria misoginia nas citações apresentadas.
Assista ao vídeo:
Reação do público e da bancada
Nas redes sociais, internautas criticaram a abordagem do tema e a mistura de religião com legislação civil. “Agora os ‘analistas’ usam a religião para falar sobre as leis do país. Estamos caminhando a passos largos para virarmos uma teocracia”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter). Outros perfis destacaram o desconforto visual da apresentadora Simone Queiroz antes e depois da exibição do vídeo gravado.
A contratação do comentarista pelo canal de Silvio Santos já havia gerado debates anteriormente devido ao seu perfil de extrema-direita, acumulando polêmicas em outras emissoras por onde passou.
Veja alguns comentários:
