O mundo do cinema está em luto. Morreu, nesta segunda-feira (13), o ator neozelandês Sam Neill, amplamente conhecido por seus papéis de destaque em produções consagradas de Hollywood e da televisão. O artista, que ganhou projeção global ao protagonizar a franquia clássica Jurassic Park (Universal Pictures), faleceu em Sydney, na Austrália, cercado por seus familiares. A notícia da morte foi confirmada oficialmente pela família por meio de um comunicado publicado nas redes sociais.
De acordo com a nota emitida pelos familiares, a perda do ator ocorreu de forma repentina e inesperada. Apesar do susto, os parentes ressaltaram que o artista partiu de maneira serena. A declaração trouxe detalhes sobre o momento e expressou o sentimento dos entes queridos.
“É com imensa tristeza que a família de Sam Neill comunica seu falecimento, ocorrido na segunda-feira, 13 de julho, em Sydney, na Austrália. Sam estava cercado por seus familiares e partiu com a dignidade que marcou toda a sua vida. A perda foi repentina e inesperada, mas conforta a família o fato de que Sam permanecia livre do câncer. Eles também expressaram profunda gratidão à equipe do Hospital Privado St Vincent’s pelos cuidados excepcionais prestados. Mais informações serão divulgadas em breve. Por enquanto, em nome da família, pede-se que a privacidade de todos seja respeitada neste momento de imensa dor.”
Em 2022, o veterano recebeu o diagnóstico de um linfoma angioimunoblástico de células T em estágio 3, considerado um tipo agressivo de câncer no sangue. No entanto, meses antes de sua morte, o próprio ator havia revelado publicamente que se encontrava em remissão total da doença.
Logo após receber o diagnóstico da enfermidade, Sam Neill decidiu canalizar suas energias na escrita e desenvolveu a sua autobiografia, intitulada “Did I Ever Tell You This?” (“Eu Já Te Disse Isso?”). Na obra literária, ele abordou de forma aberta o impacto do tratamento em sua rotina e confessou que o processo criativo serviu como um refúgio para enfrentar o período de isolamento. O ator detalhou a importância do projeto durante o enfrentamento da doença.
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“Nunca tive a intenção de escrever um livro. Mas, à medida que continuei escrevendo, percebi que na verdade estava me dando uma razão para viver e eu ia para a cama pensando: ‘Vou escrever sobre isso amanhã … isso vai me entreter.’ E foi realmente um salva-vidas, porque eu não poderia ter passado por isso sem nada para fazer, sabe?”, relatou.
Além do papel icônico como o paleontólogo Alan Grant no cinema, o ator acumulou trabalhos de grande prestígio na indústria cultural ao longo de décadas de carreira. Ele recebeu elogios da crítica especializada por suas atuações na aclamada série Peaky Blinders (Netflix) e no premiado filme O Piano (Miramax). O legado do artista permanece vivo na história da teledramaturgia e do cinema mundial.
