O influenciador Juliano Floss ainda nem estreou como ator e já passou a enfrentar críticas do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro). O influenciador foi escalado para integrar o elenco da novela Paraíso Perdido, do Globoplay, mas, segundo a entidade, ainda não possui o Registro Profissional (DRT), documento exigido para o exercício da profissão.
Ao comentar a estreia de Juliano Floss na dramaturgia, Hugo Gross, presidente do Sated-RJ, afirmou que não é contrário à participação de influenciadores em produções audiovisuais. No entanto, defendeu mais espaço para artistas que já atuam profissionalmente.
“Nada contra os influenciadores digitais, mas temos vários artistas desempregados que não têm essa visibilidade porque não têm seguidores. Precisamos parar com isso e valorizar os operários da arte e a classe artística, que realmente dá lucro para a empresa”, afirmou Hugo Gross, em entrevista ao Metrópoles.
O dirigente também afirmou que o sindicato acompanhará o caso. “Estamos de olho, porque tem que haver oportunidade para todo mundo: para gays, travestis, pessoas da periferia e para os atores que precisam trabalhar”, completou.
Sindicato explica regras para novos talentos
Apesar das críticas, Hugo Gross ressaltou que emissoras e produtoras têm o direito de lançar novos talentos por meio de uma autorização especial para cada produção.
“É direito da emissora ou de qualquer produtora lançar novos talentos e solicitar autorização especial para um produto específico. A instituição avalia cada caso. Com o tempo, a experiência e os trabalhos realizados, o artista reúne os requisitos para solicitar e obter o registro profissional”, destacou.
Juliano Floss fará estreia em Paraíso Perdido
De acordo com a coluna Play, do jornal O Globo, Juliano Floss foi aprovado nos testes para integrar o elenco de Paraíso Perdido. Na novela, ele interpretará Heitor, filho de Werneck, personagem vivido por Alexandre Nero.
A produção original do Globoplay é inspirada na peça Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues (1912-1980). A história acompanha um enredo em que pai e filho acabam se envolvendo com a mesma mulher.
