O Jornal Nacional (TV Globo) dedicou uma extensa homenagem a Renato Machado na edição desta quinta-feira (16). O jornalista, que morreu aos 83 anos, teve sua trajetória revisitada pelo principal telejornal da emissora, que destacou sua carreira de mais de quatro décadas e a influência deixada no jornalismo brasileiro.
A reportagem exibiu momentos marcantes da carreira de Renato Machado, que apresentou o Jornal da Globo, o RJTV, integrou a bancada do Bom Dia Brasil por mais de uma década e atuou como correspondente internacional e repórter especial do Globo Repórter.
Logo no início da homenagem, Cesar Tralli ressaltou a importância de Renato Machado para o jornalismo brasileiro.
“Nas últimas quatro décadas, Renato ajudou a contar a história do Brasil e do mundo. Ele inovou na forma de transmitir a notícia, com um talento raro: aquele que encontra a melhor voz para a palavra certa”, afirmou o âncora.
A reportagem também relembrou a indicação de Renato ao Emmy Internacional na categoria Atualidades pela reportagem “A Arte Como Passaporte”, exibida no Globo Repórter em 2016.
+ televisão
Além disso, o telejornal mostrou homenagens de familiares. A filha definiu o pai como “o mais lorde que existiu”. Na sequência, a reportagem destacou: “A televisão teve o jornalista mais elegante que existiu”.
Legado e professor
Entre os depoimentos exibidos pelo Jornal Nacional, Leilane Neubarth, que trabalhou com Renato Machado no Bom Dia Brasil, relembrou uma das características mais marcantes do colega.
“Eu acho que uma das coisas mais importantes de um bom repórter, de um bom jornalista, é estar atento, e Renato tinha isso. Renato sempre teve isso. Ele estava sempre atento”.
Já Renata Vasconcellos também destacou a importância de Renato Machado para o telejornalismo.
“Vai deixar um legado incrível para quem trabalhou com ele, quem teve o privilégio de assisti-lo no ar, seja na bancada, à frente de um telejornal, dando o norte para onde as notícias iriam naquele dia, sempre no começo do jornal, ou nas suas reportagens pelo mundo. Ele falava muitas línguas, com muitas gentes em muitos lugares. Tinha um espírito de menino, aventureiro e curioso, como todo repórter, bom repórter tem que ser.”
Ao encerrar a homenagem, Tralli reforçou o legado deixado pelo colega. “O Renato foi um professor para muitos jornalistas, sempre generoso ao dividir conhecimento, e sempre rigoroso na busca pela qualidade”, completou.
Elegância e cultura de Renato Machado fazem parte das lembranças dos amigos e colegas de profissão.
— Jornal Nacional (@jornalnacional) July 17, 2026
O jornalista, que começou a carreira assinando páginas de esporte, recebeu uma homenagem do futebol: Um minuto de silêncio antes do jogo do Botafogo, seu time de coração.
Confira… pic.twitter.com/VUCCWwISED
