Nesta sexta-feira (14), o Globo Repórter apresenta uma reportagem especial sobre a Lagoa de Araruama, localizada na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Considerada morta no início dos anos 2000, a maior lagoa hipersalina do planeta dá sinais de recuperação e se transforma em símbolo de resistência ambiental.
Com cerca de 85% de sua extensão recuperada, a lagoa voltou a abrigar espécies como cavalos-marinhos, aves migratórias e peixes que sustentam centenas de famílias que vivem da pesca.
Segundo a Embrapa, a tainha pescada na região é a mais nutritiva do Brasil. A melhoria da qualidade da água também trouxe benefícios diretos à saúde da população, com uma redução de 80% nas internações causadas pela falta de saneamento básico.
O programa destaca ainda histórias inspiradoras de moradores que redescobriram a lagoa como fonte de bem-estar e renda. As águas limpas são utilizadas em práticas terapêuticas como yoga e canoagem. Iniciativas ecológicas transformam o lodo das estações de tratamento em tijolos para moradias populares, enquanto escamas de peixe, antes descartadas, viram biojoias nas mãos de artesãs locais.
Apesar dos avanços, a Lagoa de Araruama ainda enfrenta sérios desafios. Cerca de 15% a 20% da sua área continua afetada pela poluição causada pelo esgoto doméstico, considerado o principal vilão das águas brasileiras. A equipe do programa visitou essas regiões para mostrar os impactos na saúde, no meio ambiente e na qualidade de vida dos moradores.
Além da questão ambiental, o Globo Repórter revela que a Lagoa de Araruama é um verdadeiro patrimônio histórico. Já foi centro do comércio de sal, lar de povos indígenas tupinambás e hoje abriga seres vivos pré-históricos que ajudam a explicar a origem da vida na Terra.
O Globo Repórter vai ao ar a partir das 22h25, logo após Três Graças, na TV Globo.
