Um funcionário do restaurante Brado, no Rio de Janeiro, revelou novos detalhes sobre a briga envolvendo o cantor Ed Motta, em entrevista ao Fantástico (TV Globo) desse domingo (10).
De acordo com o relato, o artista e amigos teriam feito ofensas de cunho preconceituoso durante o episódio. “Eles disseram: ‘Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui’”, descreveu o funcionário, que preferiu não se identificar.
O termo “paraíba”, usado de forma pejorativa, é considerado xenofóbico e associado ao preconceito contra nordestinos.
Após a saída de Ed Motta, os amigos do cantor continuaram a discussão e chegaram a arremessar uma garrafa de vinho em direção a outra pessoa. Em seguida, pediram um espumante “como se nada tivesse acontecido”, segundo testemunhas.
A confusão ocorreu na madrugada do dia 02 de maio, após um desentendimento sobre a taxa de rolha. A cobrança é aplicada a clientes que levam suas próprias garrafas de vinho ao estabelecimento. O grupo já havia quitado uma conta superior a R$ 7 mil quando o cantor questionou o valor de R$ 100 por garrafa.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Ed Motta lança uma cadeira durante a briga. Um dos clientes agredidos afirmou à polícia que precisou levar sete pontos na cabeça.
Cantor se defende
Em entrevista ao jornal O Globo, o cantor negou ter atacado funcionários do restaurante. “Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, declarou.
