O ator Bruno Gagliasso se posicionou contra o curso de masculinidade lançado por Juliano Cazarré, que causou polêmica nas últimas semanas. Em entrevista ao videocast ‘Conversa Vai, Conversa Vem’, o artista classificou o projeto como “triste, feio e vergonhoso”.
Segundo Gagliasso, a situação se agravou após Cazarré ter feito declarações controversas. “A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso”, afirmou.
Ele prosseguiu, criticando indiretamente também as pessoas que compartilham do bolsonarismo, ideologia política apoiada por Cazarré. “Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali”, disse.
Para Gagliasso, ser homem é o oposto do que o curso pretende ensinar. “Penso que o nosso papel [de homem] é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda”, comentou.
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O ator finalizou e falou sobre a importância da desconstrução masculina. “Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Penso que quem está, de fato, se preocupando em ser homem e dar exemplo deve fazer o oposto do que estão fazendo”, concluiu.
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