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“Pantera Negra” é a melhor adaptação de super heróis para as telonas

Aos heróis que já conhecemos como Homem de Ferro, Capitão América, Thor e etc, a Marvel Studios decidiu apresentar um novo herói aos 45 segundos do último tempo antes do tão aguardado “Vingadores: Guerra Infinita”, em abril. “Pantera Negra” estreou no dia 15 de fevereiro, com opiniões bem divididas. Só no achar mesmo, porque depois que você sai da sessão, já quer mais, mais e mais.

Com um roteiro aguçado e pronto para a quase perfeição, mostra o quanto a Marvel amadureceu e está decidida a mudar aquilo que a consagrou há anos atrás. Em suas últimas superproduções, tem sido apostado um jeito de contar a história de uma maneira que não fique previsível e ao mesmo tempo, fugindo da sacada de ser um filme de herói. “Doutor Estranho” (2016) foi ousado nesse sentido, mostrando a percepção de um homem, até arrogante e prepotente, encontrando o seu eixo se tornando uma pessoa melhor, entendo o real significado da vida.

Aqui, temos T’Challa (Chadwick Boseman), que após a morte de seu pai, retorna a Wakanda para a cerimônia de sua coroação como o novo rei. Ele recebe o apoio de Okoye (Danai Gurira), a chefe da guarda, da sua irmã Shuri (Laetitia Wright), que coordena a área tecnológica, e também de Nakia (Lupita Nyong’o), a grande paixão do herói, que não tem o desejo de se tornar rainha. Juntos, estão à procura de Ulysses Klaue (Andy Serkis), que roubou um punhado de vibranium, anos atrás. Nesse meio-tempo, N’jadaka (Michael B. Jordan), um primo distante da família retorna para usurpar o trono em uma briga de gigantes.

O mais sensacional é a sua diversidade: é uma história redonda, personagens de camadas, um vilão que você entende sua motivação (até torce um pouco pra ele), sequências de tirar o fôlego e um elenco 90% negro em um filme de super heróis. Você quer mais ? Ah sim, não é uma “A Praça é Nossa” com aquelas piadas bizarras que se tem em qualquer outro filme de herói. Nesse, o tom cômico é mais sério, tem seu momento. O que é muito bom e mostra um certo avanço.

O elenco é emponderado. Além do ótimo Chadwick que traz um Pantera complexo, humanizado, para reforçar a bagagem, tem a Danai Gurira (de “The Walking Dead”), é a comandande da guarda, tem as melhores frases do filme com seu humor negro. Lupita Nyong’o (de “12 anos de Escravidão”) é a feminista da história e me surpreendeu. A atriz tem uma participação muito legal, trouxe gás. Laetitia Wright (de “Black Mirror”) é garota prodígio, só tem a crescer na saga e em Hollywood. E fechando com Angela Bassett (de “American Horror Story”), que brilha nas poucas cenas que está, uma pena não ter tido mais espaço.

N’jadaka (Michael B. Jordan) – Foto: Divulgação

Mas o destaque ficou para Michael B. Jordan (de “Creed: nascido para Lutar”), o vilão é muito bom. Suas atitudes falam por si, é um cara que você simpatiza, a construção beira à uma dramaticidade que convence o espectador a sofrer junto, se identificar e torcer por ele. Ouso falar, que é até agora, o melhor vilão da Marvel.
Como uma cena extra, ou de quebra um presente para os fãs de “O Senhor dos Anéis” (2001-2003) e “O Hobbit” (2012-2014), Smigol e Bilbo Bolseiro se encontraram !! Não, pera, foi força do hábito, os atores Andy Serkis e Martin Freeman contracenam juntos em uma sequência muito boa, direto de Hong Kong, vale a pena conferir. Tem até referência a saga do Tolkien.

A direção é uma bagagem completa. Você enxerga a mão de Ryan Coogler, algo que não se tem em outros filmes. A coisa está mais independente meus amigos e isso, é sinal de grandes mudanças dentro da empresa. Tem uma fotografia diversificada para cada núcleo, vai alternando com o que a cena pede. Cenas em slow motion e planos sequências também prendem a atenção. Gostei da trilha sonora composta pelo rapper Kendrick Lamar, até mesmo quem não curte o som, vai embarcar.

Segundo uma pesuisa do próprio Twitter, bateu recorde e acaba de assumir o posto do filme mais mencionado na rede social de todos os tempos, com cerca de 35 milhões de tweets. O recorde era de “Star Wars: Episódio VII: O Despertar da Força” (2015), que segurou a liderança por três anos desde seu lançamento.
Por isso tudo, se tornou alguns dias atrás o primeiro longa desde “Avatar” (2009), a ocupar o primeiro lugar na bilheteria por cinco semanas consecutivas. Atualmente com um total de US$605 milhões só nos Estados Unidos, as expectativas são de que a bilheteria ultrapasse ainda essa semana, os US $ 623 milhões atingidos por “Vingadores”, se tornando o mais lucrativo de super-heróis.

O total global do longa, após aproximadamente um mês de exibição nos cinemas, é de US $ 1,18 bilhão. Já ultrapassou os US $ 1,15 bilhão feitos pelo “Capitão América: Guerra Civil” (2016) e o coloca atrás no ranking de bilheteria, atualmente, de outro filme da Marvel, “Homem de Ferro 3” (2013) com US $ 1,21 bilhão.

Se você ainda não assistiu, corre no cinema mais próximo da sua casa. É um filmaço digno de tudo que está alcançando. A homenagem recebida no Oscar 2018, só coroou o que todos gostariam de fazer. Reverência ao que ele luta e propaga. E mais uma vez, a Marvel se firma na melhor produtora do gênero. Enquanto outras, estão mais perdidas do que cego em tiroteio.

As opiniões contidas nesta coluna são de responsabilidade do autor e não corresponde, obrigatoriamente, a linha editorial do Portal Alta Definição.
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