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“Orgulho & Paixão” tem estreia promissora, mas tem que tomar cuidado com o exagero

Século XX, 1910. Vale do Café, uma cidadezinha onde qualquer assunto vira notícia, principalmente quando se tem mulheres sonhadoras, cheias de ambições pela vida e .. por casamento ! É dessa maneira, que chegou “Orgulho & Paixão”, nova novela das 18h da Globo, que estreou hoje, nesta terça-feira (20).

A trama é escrita por Marcos Bernstein, livremente inspirada nos romances clássicos “Razão e Sensibilidade” (1811), “Orgulho e Preconceito “(1813), “Emma” (1815), “A Abadia de Northanger” (1818) e “Lady Susan” (1871), da escritora inglesa Jane Austen. Mas esqueça os livros europeus, porque comparar ou tentar ver semelhanças com um e outro é atirar no vermelho.

O saldo é positivo, temos uma boa e promissora história. Com o jeito abrasileirado de ser, Bernstein conseguiu o tom certo para um enredo tão clássico se encaixar nas adaptações de se fazer uma boa novela para o horário.
Porém, a novela é de época mas seu ponto alto será os discursos feministas: e isso foi o que mais me incomodou de cara. Não que isso seja ruim ou eu seja contra, sou muito à favor de histórias com essa importância, mas da forma que foi feita, beirou a uma forçação de barra. Temos cinco mocinhas protagonistas que foram bem apresentadas de início, mas não tem necessidade de correr contra o tempo e melar tudo pelo simples fato de querer falar sobre o assunto logo. ‘Esperar é o melhor remédio’, já dizia o famoso ditado popular.

Sobre o elenco, ele faz o seu trabalho. Mas, é cedo para falar se será levado de forma natural. Algumas atuações, com o passar do capítulo piloto chegaram a me cansar pelo exagero em algumas cenas. A forma ‘teatral’ de se falar é nítida e com bastante empolgação, parece até que é uma indução da própria direção.

Darcy Thiago Lacerda - Orgulho e Paixão
Darcy (Thiago Lacerda) – Foto: Reprodução/Globo

Destaque para Agatha Moreira, que volta à TV com a doce Emma, cheia de trejeitos e nuances. A atriz é um talento e provou isso em “Novo Mundo” (2017) com a vilã Domitila. Está bem diferente e promete ser mais um belo trabalho.

Darcy (Thiago Lacerda) e Elisabeta (Nathalia Dill), o casal protagonista tem futuro para ser shippável e amado, contanto que a construção desse romance seja com pé no chão. De início, foi quase um embate de Petruchio e Catarina, da memorável “O Cravo e a Rosa” (2000). Eu disse quase, tá ? Lá na história de Wacyr Carrasco era a intenção, já aqui é bem fora da casinha, isso.

Fred Mayrink assina a direção. Segue a textura de seus últimos trabalhos: cor e uma fotografia bonita, mas simples. É uma comédia romântica (de época). Poderia até se encaixar no típico que funciona ali na faixa das 19h, que no ar, tem “Deus Salve o Rei”, que de promissora foi pra decepcionadora. Bem, estou curioso para saber o que sairá disso, promete, vamos ver pra que sentido, né ?

As opiniões contidas nesta coluna são de responsabilidade do autor e não corresponde, obrigatoriamente, a linha editorial do Portal Alta Definição.

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