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“La Casa de Papel” vale o hype, mas não é isso tudo

Um burburinho se formou desde que a Netflix lançou no dia 25 de dezembro de 2017, “La Casa de Papel”. A minissérie espanhola de 15 episódios, é criação de Álex Pina para a Antena 3. Chegou no streaming, por duas partes: a primeira com 13 (Os 9 da original) e a segunda, no dia 6 de abril de 2018, com 6.

A história segue o Professor (Álvaro Morte), que planeja executar o maior assalto do século. Para o plano, ele recruta oito ladrões: Tokyo (Úsula Corberó), Berlim (Pedro Alonso), Denver (Jaime Lorente), Nairóbi (Alba Flores), Rio (Miguel Herrán), Moscou (Paco Tous), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García).

O objetivo é se infiltrar na Casa da Moeda, para imprimir 2,4 bilhões de euros. Para fazer isso, eles precisam de onze dias de reclusão, durante os quais vão ter que lidar com 67 reféns e as forças da Polícia de Elite, liderada pela inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño), que fará de tudo para impedir.

Professor (Álvaro Morte) – Foto: Reprodução

Quando se fala de anti-heróis e um grande plano, a primeira coisa que vem a minha mente é “Prison Break” (2005-Hoje) e “Breaking Bad” (2008-2013), duas séries que marcaram uma geração e que até hoje são lembradas. Casa de Papel é nada mais nada menos, que um compilado delas com sua própria personalidade. O roteiro é competente já no episódio piloto, tem uma boa apresentação.

Quando você vê, já está envolvido com os personagens. Todos são humanizados e bem construídos, fácil se afeiçoar a qualquer um. O elenco é uníssono e no mesmo tom, é o que segura todo fio condutor da série.

Elenco da série “La Casa de papel” (Foto: Reprodução)

Mas no meio da história, o roteiro decepciona e aparece uma ‘barriga’ que poderia ter sido evitada, com soluções tão óbvias que você só vê em novela. Não que isso seja ruim, mas a que foi proposto, foi uma forçação de barra. O recurso do flashback é usado de forma coerente, contando um pouco de cada personagem, isso vai criando camadas interessantes e só engorda o enredo. A direção, fotografia e trilha sonora alinham-se bem. O desfecho, que me preocupava, me deixou feliz.

No geral é um bom entretenimento, mesmo com seus furos, exageros e momentos maçantes. Porém, não é nada tão incrível e maravilhoso, não vá esperando uma série do milênio que não é. Foi vendida assim, mas não entrega tanto. Vale a pena ter a sua atenção, uma coisa é certa: vai te prender.

As opiniões contidas nesta coluna são de responsabilidade do autor e não corresponde, obrigatoriamente, a linha editorial do Portal Alta Definição.

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