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‘A Forma da Água’ é a ‘Bela e a Fera’ do Mundo Bizarro (Que deu Certo)

Longa foi vencedor do Oscar 2018

É conto de fadas, mas não é Disney. É erótico, mas não é vulgar. É bem viagem, mas não é Black Mirror. “A Forma da Água” é a junção do bizarro ao fofo, toda essa mescla, fez com que o longa-metragem dirigido pelo brilhante Guillermo Del Toro levasse a estatueta de Melhor Filme do “Oscar 2018”, no último domingo (4).

A história é simples. Na década de 60, em plena Guerra Fria, segue a vida de Eliza (Sally Hawkins), uma mulher muda que trabalha como zeladora em um laboratório científico secreto do governo americano. Lá, ela conhece uma criatura fantástica (Doug Jones), capturada na Amazônia e sofrendo de maus tratos. Sim, é Brasil na parada meus amigos. Disposta a realizar uma apaixonada e perigosa fuga, ela contará com a ajuda do vizinho Giles (Richard Jenkins) e da colega de turno Zelda (Octavia Spencer).

A proposta do filme, segue na textura, de “O Labirinto do Fauno”(2006), outro grande sucesso do diretor mexicano, porém com novos elementos e formas. Seguindo aquela premissa de um mundo fantástico de levar o espectador a acreditar e ao mesmo tempo torcer por aquele mundo apresentado junto aos seus personagens.

Em alguns momentos, me remeteu “A Bela e a Fera”, sobre essa questão de uma criatura bizarra se apaixonar por uma mulher e a própria também se sentir um peixe fora d’ água ao redor da população e sociedade. Na animação da Disney, Bela é descrita como uma estranha por ser a única pessoa no povoado em gostar de ler e recusar a se casar com Gastón, o considerado ‘homem ideal’. Já no filme, Eliza sofre preconceito e distanciamento das pessoas por ser muda.

Assista ao trailer:

O elenco é relativo. Sally Hawkins brilha em todas as suas cenas, mesmo não falando em 90% do filme, me emocionou em lindos momentos de melancolia e superação, não é à toa que foi indicada na categoria Melhor Atriz. Michael Shannon rouba a cena como o vilão, Strickland, que você tem facilidade em odiá-lo. E Michael Stuhlbarg, o Dr. Robert, competente no que é proposto em cena.

Já Octavia Spencer, a atriz é boa, mas sua personagem é o tipo que entra em cena só pra fazer rir, se isso não for um problema pra você, passará despercebido. E Richard Jenkins sofre do mesmo mal. O roteiro até tenta aprofundar os personagens, mas de maneira rasa. Não precisava.

A direção de arte, figurino e toda parte técnica só acrescenta poesia e beleza em seu conjunto. Além de tudo, o filme levou também as estatuetas de Trilha Sonora e Melhor Direção. Se ainda não conferiu, fica uma dica de um bom entretenimento, coberto de cultura, romance e uma linda história (bizarra, mais uma vez) de amor.

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